Café de marca própria para cafetarias
Uma cafetaria pede-lhe para pôr o nome dela no saco. São mais todos os anos, e o pedido chega quase sempre com um preço mais baixo colado. Esta página são as contas e a papelada: quanto lhe custa de facto, quanto cobrar, o que tem de ficar combinado antes da primeira impressão, e quando dizer que não.
Publicado 16 de setembro de 2026
Nesta página11
- O que querem dizer marca própria e marca branca
- As três formas que um negócio de marca própria assume
- Porque é que uma torrefação diz que sim
- Porque é que uma torrefação diz que não
- Quanto deve custar
- Que nome vai no rótulo, e o que tem de lá estar
- O que o acordo tem de dizer
- O que perguntar antes de orçamentar
- Como dizer que não, e o que oferecer em vez disso
- Perguntas que as torrefações fazem
- Onde entra o Order Book
Resposta curta. Diga que sim quando o volume for real e o preço estiver ao nível do seu preço grossista normal ou acima dele, nunca abaixo. A marca própria custa-lhe mais por quilo do que o seu próprio saco: lotes mais pequenos, uma linha de stock à parte, a embalagem de outra pessoa para guardar, e uma mudança num dia de torra. Cobre a preparação — desenvolvimento da mistura, torras de amostra, arte do rótulo, tiragem da impressão — à cafetaria à cabeça, ou recupere-a com um volume mínimo escrito ao longo de um prazo fixo. Antes de se imprimir seja o que for, combine quem é nomeado no rótulo como operador da empresa do setor alimentar, de quem é a receita, de quem é a arte, e o que acontece aos sacos que sobrarem.
O que querem dizer marca própria e marca branca
Café de marca própria é café que torra e que é vendido com o nome de outra pessoa. Os clientes da cafetaria veem a marca dela; o seu nome está na fatura e, normalmente, em letra pequena nas costas do saco. Marca branca é a mesma ideia, e no café as duas expressões usam-se indiferentemente. O serviço de encontros RoasterLink da Fresh Cup também não as separa: a inscrição pergunta aos compradores se procuram «Private / white labeling services».
Há dois vizinhos que vale a pena distinguir, porque as cafetarias usam as três palavras de forma solta:
- Marca partilhada
- Os dois nomes no saco. A cafetaria fica com um rótulo dela e a torrefação mantém o nome à frente do cliente. É a versão mais fácil de acordar e a que a maioria das torrefações deve propor primeiro.
- Torra por conta de outrem
- A cafetaria ou a marca é dona do café verde e paga-lhe para o torrar e embalar. Está a vender horas de máquina e mão de obra, não café, e o risco de compra e o stock ficam com eles. A economia é completamente diferente da marca própria, e o acordo também.
A procura está a crescer, pelo menos no mercado que a Fresh Cup mede. Em agosto de 2026, a Fresh Cup noticiou que 41% dos negócios de café inscritos para serem emparelhados com uma torrefação no RoasterLink em 2026 diziam querer marca própria ou marca branca, acima dos 36% de 2025. Se já teve esta conversa duas vezes este ano, vai voltar a tê-la.
As três formas que um negócio de marca própria assume
Parecem iguais num email e são três quantidades de trabalho diferentes. Perceba qual delas lhe estão a pedir antes de orçamentar seja o que for.
- 1. A sua mistura, o nome da cafetaria
- O seu espresso da casa de sempre, embalado no saco da cafetaria. Sem trabalho de desenvolvimento, sem receita nova, sem verde extra para comprar. O custo é a embalagem, uma mudança de produção e uma segunda linha de stock. É para esta versão que deve encaminhar a maioria dos pedidos.
- 2. Uma mistura desenvolvida para a cafetaria
- Prova em chávena, constrói uma receita a partir do que pediram, manda amostras, ajusta, e acaba com um café que existe para um cliente só. Tempo de desenvolvimento a sério, torras de amostra que se bebem e não se vendem, e verde que passa a comprar em parte para um cliente. Alguém tem de pagar isso antes da primeira entrega.
- 3. Um produto à parte
- Embalagem própria, rótulo próprio, referência própria, possivelmente o nome deles como operador no rótulo e a prateleira de retalho deles. Isto é uma pequena relação de fabrico, não uma encomenda grossista, e precisa de um acordo que o diga.
Porque é que uma torrefação diz que sim
- Um compromisso de volume que pode pôr por escrito. A cafetaria quer alguma coisa de si, que é o único momento em que pode pedir, com razão, um volume mínimo anual e um prazo em troca. Peça-o então ou não peça de todo.
- A conta fica mais difícil de mudar. Não por causa do rótulo — esse é portátil — mas porque a receita, as amostras e a arte foram acordadas em conjunto, e a cafetaria teria de refazer tudo noutro sítio.
- Segura uma cafetaria que de outro modo compraria um torrador. Uma cafetaria que quer o nome dela no café dela está muitas vezes a um ano de andar a pedir preços de um torrador de loja. A marca própria dá-lhe a marca sem a máquina. Se é essa a conversa em que está, leia deve uma cafetaria torrar o seu próprio café e use os números de ponto de equilíbrio que lá estão.
- Alguns compradores nunca mostrariam o seu nome, de qualquer forma. Um grupo hoteleiro, uma empresa de catering de escritórios ou uma marca alimentar não vai pôr o logótipo de uma torrefação na sala de pequenos-almoços. Aí a escolha é marca própria ou nenhuma conta, não marca própria ou uma conta com o seu nome. Veja café grossista para restaurantes, hotéis e escritórios.
- Enche um dia de torra calmo. Se tem horas de máquina paradas, um lote mensal e previsível de marca própria é uma coisa razoável para lá pôr.
Porque é que uma torrefação diz que não
- O seu nome desaparece da prateleira. Cada saco de marca própria é um saco que não o apresenta a ninguém. No mesmo artigo da Fresh Cup, Russ Prefontaine, da Fratello Coffee Roasters, argumenta o contrário do lado das cafetarias: mostrar a marca de uma torrefação conhecida em vez de uma marca própria pode, por si só, justificar o preço da prateleira, ao apontar para o ofício, a compra e o conhecimento que estão por trás. Esse argumento também é seu.
- O rótulo é portátil e a torrefação não. A marca do saco é da cafetaria. Ela pode levar a mesma arte a uma torrefação mais barata e os clientes dela não dão por nada. A única coisa que segura a conta é o acordo e o café.
- As produções pequenas comem tempo de produção. Uma receita à parte significa mistura à parte, uma mudança de produção, um depósito limpo, rótulos próprios e um lugar próprio na prateleira. Num torrador de 12 kg, uma cafetaria que leva 2 kg por semana encomenda cerca de 8 kg por mês: menos de um lote, com a mesma preparação de um lote cheio.
- A expectativa de preço vem quase sempre ao contrário. A análise da Fresh Cup ao primeiro ano de encontros grossistas do RoasterLink, publicada em fevereiro de 2025, descreve compradores que chegam com expectativas que não sobrevivem ao contacto com uma tabela de preços: um queria marca própria a 9 dólares por libra, cerca de 20 dólares por quilo, de uma torrefação conhecida por cafés acima dos 90 pontos, e um negócio acabado de abrir numa rua calma contava vender 300 libras, cerca de 136 kg, de café por semana. Mais trabalho por menos dinheiro, contra um volume que não vai aparecer, é o negócio que mais vezes lhe propõem.
- O seu dinheiro fica dentro dos sacos de outra pessoa. Se for a torrefação a pagar a tiragem, comprou vários anos de embalagem que não vale nada para mais nenhum cliente que tenha.
Quanto deve custar
Faça o preço de um quilo de marca própria como faz o preço de qualquer quilo: a partir do seu custo por quilo torrado, com os extras que a marca própria acrescenta de facto, e só depois a margem de que precisa. Os quatro extras são a embalagem, o manuseamento, a linha de stock à parte, e a preparação.
O preço por quilo
O exemplo abaixo usa os mesmos dados da calculadora de preço de café grossista: verde a 8,00 € por quilo, 15% de quebra de torra, 0,60 € de embalagem, 1,20 € de mão de obra e energia, 1,50 € de entrega e 0,80 € de custos fixos, a uma margem bruta de 40%. Substitua todos os valores pelos seus antes de orçamentar a alguém.
| Custo por quilo torrado | O seu saco | O saco da cafetaria |
|---|---|---|
| Verde (8,00 €/kg, 15% de quebra) | 9,41 € | 9,41 € |
| Embalagem por saco de 1 kg | 0,60 € | 1,10 € |
| Mão de obra e energia | 1,20 € | 1,80 € |
| Entrega | 1,50 € | 1,50 € |
| Custos fixos | 0,80 € | 0,80 € |
| Custo por quilo | 13,51 € | 14,61 € |
| Preço a 40% de margem bruta | 22,52 € | 24,35 € |
A embalagem sobe porque uma tiragem curta do saco da cafetaria custa mais por unidade do que o seu saco de série. A mão de obra sobe com a mudança de produção, a mistura à parte e a separação extra. Nenhuma das duas linhas desce porque a cafetaria pediu com jeitinho.
São 1,83 € por quilo acima do mesmo café no seu próprio saco, cerca de 8%. É o número a ter na cabeça quando a cafetaria abrir com «e obviamente ficaria mais barato, já que a marca é nossa». Não fica mais barato. É o seu café, mais trabalho.
Uma versão mais simples da mesma ideia é comum no mercado norte-americano: a Fresh Cup descreve um valor fixo por saco embalado, à volta de 1 a 2 dólares, a cobrir a mão de obra e a embalagem. Em euros, um ou dois euros por saco em cima da sua tabela é uma forma defensável de orçamentar a forma 1 — a sua mistura no saco deles — sem abrir a sua folha de custos.
A preparação, e quem a paga
Antes de existir um único saco vendável, já alguém gastou dinheiro. Um exemplo para uma mistura desenvolvida a pedido de uma cafetaria:
| Item de preparação | Exemplo | Quem costuma pagar |
|---|---|---|
| Desenvolvimento da mistura e provas de chávena | 150 € | A cafetaria, ou a torrefação se for a forma 1 |
| Torras de amostra e portes, três rondas | 150 € | A cafetaria, acima de uma ou duas rondas |
| Arte do rótulo | 400 € | A cafetaria, e o designer dela |
| Preparação antes de qualquer saco | 700 € | |
| Tiragem, 1 000 sacos de 1 kg a 0,95 € | 950 € | A cafetaria, faturado a preço de custo |
Os 700 € são a linha que estraga os negócios de marca própria em silêncio, porque costuma ser absorvida em vez de cobrada. Veja o que acontece se a engolir e a recuperar pelo preço. Uma cafetaria que usa 6 kg por semana leva 312 kg num ano:
| Como se recuperam os 700 € de preparação | Acrescenta por kg | Preço a 40% de margem |
|---|---|---|
| A cafetaria paga à cabeça | 0,00 € | 24,35 € |
| Diluído no primeiro ano, 312 kg | 2,24 € | 28,08 € |
| Diluído em três anos, 936 kg | 0,75 € | 25,60 € |
Preparação ÷ quilos = custo acrescentado por quilo. Preço = (custo por quilo + preparação por quilo) ÷ (1 − margem).
Cobrar a preparação à cabeça é mais fácil para os dois lados e é também um teste. Uma cafetaria que não paga 700 € para lançar a sua própria marca de café é uma cafetaria que nunca ia encomendar o volume que está a descrever, e ficou a sabê-lo pelo preço de uma conversa em vez de um ano de lotes pequenos.
Produções mínimas
Duas coisas definem o mínimo e nenhuma delas se negoceia com boa vontade. A tiragem da impressão: 1 000 sacos de um quilo são mais de três anos de stock para uma cafetaria que usa 6 kg por semana, e perto de dez anos para uma que usa 2 kg. A Fresh Cup nota que a Red Rooster Coffee fazia tiragens de 150 a 500 sacos de cada vez para deixar os clientes novos começar em pequeno, o que é o instinto certo — as tiragens digitais curtas custam mais por saco e muito menos no total, e deixam uma cafetaria descobrir se queria mesmo isto.
E o tamanho do seu lote. Se a marca própria for uma mistura à parte, precisa dos seus próprios lotes; defina uma encomenda mínima de pelo menos um lote completo e escreva-o. Um par de números útil para o acordo é um mínimo por encomenda e um mínimo ao longo de doze meses, revisto na data de aniversário.
Que nome vai no rótulo, e o que tem de lá estar
Esta é a parte que as torrefações saltam e só descobrem depois de os sacos estarem impressos. Na UE, o operador da empresa do setor alimentar nomeado no rótulo é o responsável pela informação alimentar que lá está. Quem quer que seja carrega os deveres que vêm com isso, por isso decida-o de propósito e ponha-o no acordo antes de a arte ir para a gráfica.
Um saco que a cafetaria revende aos clientes dela é uma embalagem alimentar de retalho e leva o conjunto completo de menções obrigatórias, o que, para um saco de café torrado, quer normalmente dizer:
- A denominação do género alimentício — o que é, e não só a marca que está à frente.
- A quantidade líquida.
- Uma data de durabilidade mínima, o «consumir de preferência antes de».
- Condições de conservação ou de utilização, quando forem relevantes.
- O nome e a morada do operador da empresa do setor alimentar.
- Uma identificação de lote.
Café que a cafetaria só extrai e nunca revende é um caso diferente: parte da informação obrigatória pode seguir nos documentos de entrega em vez de na embalagem, ainda que a embalagem exterior tenha na mesma de identificar o género alimentício, a quantidade líquida e o operador. Duas consequências práticas. Primeira, uma cafetaria que começa por só extrair a sua marca própria e mais tarde põe um saco na prateleira de retalho mudou o que o rótulo precisa de ter, e alguém deve dar por isso antes de um cliente dar. Segunda, as regras de alergénios e ingredientes aplicam-se a tudo o que misturar, por isso um produto aromatizado ou com ingredientes acrescentados é um passo maior do que parece.
O arranjo que dá menos discussões é a marca da cafetaria à frente e o nome e a morada da sua empresa nas costas, como operador, porque é a torrefação que sabe a data de torra, o lote e a rastreabilidade por trás dele. Se a cafetaria insistir em ser nomeada como operador, é um direito dela e uma responsabilidade dela, e tem de conseguir mesmo responder a uma pergunta sobre um lote. Seja como for, mantenha a sua própria numeração de lote em cada produção que embalar para eles e guarde amostras de retenção, para que qualquer saco possa ser seguido até uma torra.
Esta é uma descrição geral e não aconselhamento jurídico, e as regras nacionais somam-se às da UE. Confirme com a autoridade nacional de segurança alimentar, e com a autoridade do país onde o café é vendido se for outro, antes da primeira tiragem.
O que o acordo tem de dizer
A marca própria é o único arranjo grossista que precisa mesmo de papel. Tudo o que está abaixo já custou dinheiro a alguma torrefação, algures, por ter sido assumido em vez de escrito. Ponha-o ao lado das suas condições de venda grossista habituais, que continuam a tratar do pagamento, da entrega e da propriedade como sempre.
- Volume mínimo e prazo
- Um mínimo por encomenda, um mínimo ao longo de doze meses, e a duração do arranjo. Diga o que acontece se a cafetaria ficar aquém: o preço sobe para o da sua tabela, ou o arranjo acaba, ou o resto da preparação passa a ser devido.
- De quem é a receita
- Por norma, a receita continua sua, e a cafetaria fica com o direito de a comprar a si. Se a cafetaria pagou o desenvolvimento à parte, diga o que comprou — normalmente o direito exclusivo de vender esse café com a marca dela enquanto o acordo durar, e não a lista de componentes para levar para outro lado.
- De quem é a arte
- Normalmente da cafetaria, ou do designer dela. Obtenha autorização escrita para guardar e usar os ficheiros para impressão, e para mostrar o produto nas suas próprias fotografias, se isso lhe importar.
- Exclusividade, nos dois sentidos
- Pode vender a mesma mistura com o seu nome, ou a outra cafetaria? Pode a cafetaria mandar torrar a mesma receita a outra pessoa? São duas perguntas diferentes e ambas precisam de resposta. Se der exclusividade sobre uma mistura, ponha-lhe um preço e um volume mínimo por baixo.
- Sacos impressos que sobram
- De quem é o stock, quem o guarda, quanto se compromete a guardar, e o que acontece com o pré-aviso. A versão limpa: a cafetaria compra a tiragem, a torrefação guarda uma quantidade acordada, e no fim ela paga e levanta o resto dentro de um número de dias definido.
- Pré-aviso
- Quanto pré-aviso dá cada lado, e se a cafetaria pode terminar a meio de uma tiragem que lhe pediu para encomendar.
- Revisão de preço
- Uma data de revisão marcada e um prazo de pré-aviso, tal como no resto da sua carteira. O verde mexe-se, e um preço de marca própria fixo para sempre é um preço de marca própria que se torna um prejuízo. Veja como aumentar os preços grossistas sem perder cafetarias.
- Responsabilidade pela rotulagem
- Quem é nomeado como operador da empresa do setor alimentar, quem aprova a arte antes da impressão, e quem responde se um rótulo estiver errado. É desta cláusula que fala a secção anterior.
- Qualidade e recolha
- Como se trata uma reclamação, quem fala com o cliente da cafetaria, e o que acontece se um lote tiver de ser retirado. É raro, e sai caro quando ninguém pensou nisso.
O que perguntar antes de orçamentar
Não faça preço ao primeiro email. Faça estas perguntas e só depois orçamente. A maioria dos pedidos de marca própria ou se responde a si própria na pergunta um ou se transforma em algo mais pequeno e melhor na pergunta quatro.
| Pergunte | Porque importa |
|---|---|
| Quantos quilos por semana contam usar, e quantos usam agora? | O segundo número é o verdadeiro. Orçamente contra ele, e trate o primeiro como um alvo para onde pode rever o preço. |
| É a nossa mistura no vosso saco, uma mistura feita para vocês, ou um produto novo? | Decide se há sequer trabalho de desenvolvimento a pagar. |
| Quem desenha o saco, e quem paga a tiragem? | Se a resposta for «isso também podiam tratar vocês», acabaram de lhe pedir para financiar e gerir a embalagem de outra pessoa. |
| Quantas referências? Tamanhos, descafeinado, filtro além do espresso? | Três referências são três tiragens, três linhas de stock e três mínimos. Comece com uma. |
| Sacos de retalho para a vossa prateleira, ou só café que extraem? | Muda o que o rótulo tem de levar e o cuidado com que a arte tem de ser verificada. |
| Data de torra no saco, ou data de durabilidade mínima? | Uma data de torra é uma promessa de frescura e obriga a produções pequenas e frequentes. A durabilidade mínima é o que a maioria dos sacos de retalho leva. |
| Onde ficam os sacos impressos, e quem paga se ficarem lá parados? | O armazenamento é um custo a sério e uma coisa que é fácil nunca se ter falado. |
| O que acontece se mudarem de imagem para o ano? | As cafetarias mudam de imagem. A resposta diz-lhe qual deve ser o tamanho da tiragem. |
Depois faça o preço às claras. Mostre à cafetaria a comparação por quilo aqui em cima: o saco deles, o seu saco, e a diferença. Uma cafetaria que perceba para onde vão 1,83 € por quilo costuma aceitá-lo. Uma cafetaria que não quer olhar para as contas está a dizer-lhe como vai ser a conta.
Como dizer que não, e o que oferecer em vez disso
Diga que não com todas as letras e logo, com uma razão e uma alternativa no mesmo fôlego. «Não fazemos marca própria abaixo de 300 kg por ano, porque só a tiragem já são três anos de stock ao vosso volume. Sugiro antes isto.» Ninguém se ofende com um número.
Três alternativas que dão à cafetaria quase tudo o que ela quer de facto, que costuma ser parecer que tem um café dela:
- O seu café, a ficha de receita deles. Uma ficha no balcão, no desenho da própria cafetaria, com o nome do café, a dose, o rendimento e o tempo. É o que o cliente e o barista novo leem de facto, custa muito pouco numa gráfica, e é deles. Há um modelo de ficha de receita em arrancar com um novo café grossista.
- Uma mistura da casa desenvolvida para eles, vendida com o seu nome. Ficam com «o nosso espresso da casa, misturado para nós pela [torrefação]», que a maioria dos clientes lê como sendo deles na mesma. A torrefação mantém o rótulo, a receita e a possibilidade de a vender noutro lado se eles saírem. É aqui que a maioria das conversas de marca própria devia aterrar.
- Um lugar de café convidado com o nome deles no quadro. Um café em rotação que eles escolhem, apresentado como a seleção deles. Coça a mesma comichão e mantém o segundo moinho seu. Veja como ter um programa de café convidado.
E se a razão do pedido for o preço e não a marca, trate disso em vez do resto. Um escalão de quantidade, um preço garantido por mais tempo, ou um dia de entrega mais simples valem quase sempre mais a uma cafetaria do que o logótipo dela, e custam-lhe muito menos do que uma linha de marca própria.
Perguntas que as torrefações fazem
- O que é café de marca própria?
- Café de marca própria é café torrado por uma empresa e vendido com o nome de outra. A cafetaria compra o café, põe a marca dela no saco, e os clientes dela veem a cafetaria como a origem. No café, as expressões marca própria e marca branca são usadas para a mesma coisa, e as duas são diferentes da torra por conta de outrem, em que a cafetaria é dona do verde e lhe paga apenas para o torrar.
- O café de marca própria deve custar mais ou menos do que o grossista normal?
- Mais, em quase todos os casos. Uma linha de marca própria significa lotes mais pequenos, uma linha de stock à parte, uma mudança no dia de torra e a embalagem de outra pessoa para guardar e manusear, e nada disso fica mais barato porque a cafetaria pediu. Faça o preço a partir do seu custo por quilo torrado, com esses extras dentro, e só depois defina a margem. Se o resultado ficar abaixo da sua tabela, ou errou uma conta ou está a subsidiar o cliente.
- Qual é uma encomenda mínima sensata para café de marca própria?
- Deixe a tiragem da impressão e o tamanho do seu lote decidirem. Uma tiragem de 1 000 sacos de um quilo é mais de três anos de stock para uma cafetaria que usa 6 kg por semana, e uma cafetaria que usa 2 kg por semana não encomenda um lote inteiro de uma mistura à parte num mês. Um mínimo de um lote completo por encomenda e um volume anual escrito, revisto todos os anos, mantêm os dois problemas fora do seu plano de torra.
- Quem é dono da receita da mistura num acordo de marca própria?
- Quem o acordo disser, e é por isso que ele tem de o dizer. O princípio que vale a pena defender é que a receita continua a ser sua e a cafetaria tem o direito de a comprar a si, e não o direito de levar a lista de componentes a outra torrefação. Se a cafetaria pagou o trabalho de desenvolvimento por inteiro, vai esperar, com razão, mais do que isso, por isso faça o preço do desenvolvimento a saber o que está a dar com ele.
- Que nome vai no rótulo de um café de marca própria na UE?
- O operador da empresa do setor alimentar nomeado no rótulo é o responsável pela informação que lá está, por isso isto é uma decisão e não uma formalidade. Combine por escrito quem é esse operador antes de os sacos serem impressos, e verifique as regras aplicáveis onde o café é vendido, já que as exigências nacionais se somam às da UE. Um arranjo comum é a marca da cafetaria à frente e o nome e a morada da torrefação como operador nas costas.
- O que acontece aos sacos impressos se a cafetaria se for embora?
- Escreva-o antes de a tiragem ser encomendada. A resposta habitual é que os sacos foram comprados pela cafetaria, por isso, com o pré-aviso, ela paga e levanta o que sobrar, e não fica a guardar quatrocentos sacos com o logótipo de outra pessoa um ano depois de terem deixado de encomendar. Se foi a torrefação que pagou a tiragem, ponha no acordo um volume mínimo suficiente para a ter coberto.
Onde entra o Order Book
Um café de marca própria é um produto do catálogo de uma cafetaria e de mais nenhuma. No Order Book, cada cliente tem o seu catálogo e os seus preços, por isso a cafetaria vê o café dela com o nome dela ao preço que combinaram, e mais nenhuma conta o vê sequer. Os escalões de quantidade e a hora limite de encomenda funcionam nessa linha exatamente como em qualquer outra, por isso a cafetaria encomenda a sua própria mistura com tudo o resto e pode alterá-la sozinha antes da hora limite. Uma alteração de preço agendada pode ser escrita só para esse produto e só para essa conta, anunciada à cafetaria aos preços dela, e aplicada na data.
O Order Book não imprime sacos nem encomenda embalagem. O que faz é garantir que a linha de marca própria tem um preço definido uma vez, é visível para uma cafetaria, e está no plano de torra ao lado de tudo o resto que vai torrar nesse dia.
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